Adapte o currículo à vaga. Não adapte a verdade.
Um currículo não precisa ser idêntico para todas as vagas. Mas todas as versões precisam contar a mesma história profissional — e essa história também precisa continuar de pé quando alguém abre seu LinkedIn.
Direcionar não é mascarar
Para uma vaga de backend, faz sentido dar mais espaço às APIs, bancos de dados e decisões de arquitetura. Para uma vaga full-stack, você pode destacar entregas de ponta a ponta. O problema começa quando direcionar passa a significar acrescentar experiência que não existiu, aumentar o nível de responsabilidade ou transformar contato superficial em domínio profissional.
O LinkedIn funciona como uma segunda versão da sua história
Quando o currículo diz Lead Engineer, mas o LinkedIn mostra outro cargo; quando as datas não coincidem; ou quando uma tecnologia aparece como central apenas na versão enviada para a vaga, o recrutador precisa decidir se está vendo uma simplificação legítima ou uma tentativa de parecer mais aderente. Mesmo que exista uma explicação, a incoerência cria uma dúvida que antes não existia.
Muitos currículos aumentam o risco de contradição
Ter uma versão para cada vaga parece eficiente, mas se cada arquivo for reescrito como uma história diferente, fica fácil esquecer o que foi enviado. A divergência pode aparecer no LinkedIn, numa entrevista ou entre etapas conduzidas por pessoas diferentes. O candidato então passa a gastar a conversa explicando o documento, em vez de demonstrar a própria experiência.
Mantenha uma base factual única
Use um currículo principal com cargos, empresas, datas, responsabilidades e resultados verdadeiros. A partir dele, altere a ordem, reduza pontos menos relevantes e dê mais destaque ao que conversa com a vaga. Você pode mudar a lente; não os fatos. Antes de enviar, confira se currículo, LinkedIn e a explicação que você daria numa entrevista continuam coerentes entre si.